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Billy Vigar, ex-base do Arsenal, morre aos 21 após grave lesão cerebral em partida da 7ª divisão

Billy Vigar, ex-base do Arsenal, morre aos 21 após grave lesão cerebral em partida da 7ª divisão

O acidente que tirou a vida de Billy Vigar

Na madrugada de sábado, o atacante Billy Vigar, de 21 anos, atuava pelo Chichester City numa partida contra o Wingate & Finchley FC, dentro da sétima fase do futebol inglês. Enquanto tentava manter a bola em jogo, o jogador chocou-se contra uma parede de tijolos que margeia o campo, provocando um trauma craniano de alta gravidade.

Imediatamente após o choque, a equipe médica envolveu Vigar e o levou ao hospital mais próximo, onde foi colocado em coma induzido para controlar os danos cerebrais. Na manhã de terça‑feira, os médicos decidiram operar na esperança de aliviar a pressão intracraniana, mas a lesão era extensa demais para ser revertida.

Na quinta‑feira, às primeiras horas da manhã, a família recebeu a confirmação de que Billy não sobreviveria. O comunicado oficial, divulgado pelo Chichester City, lamentou a perda de um jovem que ainda nutria o sonho de triunfar no futebol, e expressou a dor de seus entes queridos.

Repercussões e debate sobre a segurança nos campos amadores

Repercussões e debate sobre a segurança nos campos amadores

A morte de Vigar causou comoção entre jogadores, técnicos e torcedores. A Football Association (FA) da Inglaterra enviou mensagens de pesar, destacando o sofrimento da família, dos colegas e de toda a comunidade do Chichester City. Diversos clubes da mesma liga suspenderam suas partidas nesta semana como sinal de respeito.

Além das condolências, o trágico episódio despertou críticas sobre a infraestrutura dos gramados da base. Fãs e autoridades do esporte apontaram que a presença de uma parede de alvenaria a poucos metros da linha de jogo representa risco estruturado, “algo que já havia sido levantado como problema antes do acidente”.

Em resposta, a administração da liga semi‑profissional decretou um minuto de silêncio antes de todas as partidas programadas para o final de semana e solicitou que todos os clubes utilizassem braçadeiras pretas em homenagem ao jogador. O próximo confronto do Chichester City contra o Lewes foi adiado.

  • Instalação de barreiras acolchoadas ou afastamento da parede do campo;
  • Revisão dos protocolos de emergência e treinamento médico nas equipes;
  • Campanhas de conscientização sobre riscos de colisões em áreas confinadas;
  • Auditorias de segurança em estádios amadores antes do início de cada temporada.

Vigar entrou no centro de treinamento do Arsenal em 2017, sendo considerado um atacante forte e versátil. Em 2022 assinou contrato profissional com o clube londrino e, mais tarde, passou por um empréstimo ao Derby County, onde mostrou boa performances. Apesar das expectativas de ascender à primeira equipe do Arsenal, o jovem optou por buscar mais tempo de jogo em clubes menores, chegando ao Chichester City em 2023.

Amigos de Vigar descrevem-no como alguém apaixonado pelo esporte, sempre disposto a ajudar os colegas e a dar o melhor dentro de campo. “Ele tinha um sorriso contagiante e nunca deixava de apoiar os mais novos”, contou um companheiro de equipe, que preferiu não ser identificado.

Com a morte precoce de Billy Vigar, o futebol amador volta a olhar para a necessidade de melhorar a segurança dos espaços onde os jogadores treinam e competem. Enquanto a comunidade chicleira lamente a perda, a esperança é que mudanças concretas sejam implementadas para que tragédias como esta não se repitam.

18 comentário

Ênio Holanda

Ênio Holanda

Isso é um crime administrativo. Parede de tijolo a 30cm da linha de fundo? Sério? Se fosse um campo da Premier League, nem pensariam em colocar isso. Mas como é sétima divisão, tá tudo bem. O sistema tá falido, e o jovem pagou o preço.

Se tivesse tido uma barreira de espuma ou um gramado mais largo, ele tava vivo hoje. Isso não é acidente, é negligência estrutural.

Aline Borges

Aline Borges

Meu deus, mais um que a gente perde por causa de burrice organizacional. Eles nem tinham um médico na beira do campo? Só um volante com um kit de primeiros socorros do ano 2000? E a parede? Quem aprovou isso? Quem assinou o laudo de segurança? Quem tá pagando por isso? Ninguém. E daqui a 2 meses, tudo volta ao normal. Outro garoto, outra parede, outro funeral.

É assim que o futebol amador mata. Devagar. Sem aplausos. Sem câmeras. Só com silêncio e um post no Facebook da torcida.

Joseph Etuk

Joseph Etuk

Então é isso. O cara jogava na sétima e morreu. Tinha que ser assim pra todo mundo acordar. Claro que sim.

Annye Rodrigues

Annye Rodrigues

Meu coração está com a família dele. Billy tinha um brilho nos olhos que só os jogadores de base têm - aquele sonho puro, sem marketing, sem pressão. Ele merecia mais tempo. Que esse trágico fim gere mudança de verdade. 💔🙏

jhones mendes silva costa

jhones mendes silva costa

Como treinador de base há 18 anos, já vi campos piores. Mas isso? Isso é inaceitável. Não é só a parede - é a cultura. Ninguém fiscaliza, ninguém treina os técnicos em segurança, ninguém exige protocolos mínimos. E quando acontece, a gente chora, mas não muda nada.

Se você treina em um campo sem barreira, sem médico, sem cobertura de seguro - você tá jogando com a vida do seu jogador. E isso não é esporte. É aposta.

Guilherme Barbosa

Guilherme Barbosa

Tem gente que acha que futebol é só jogo. Mas é guerra. E nessa guerra, os mais fracos morrem primeiro. O Arsenal não queria ele? Tudo bem. Mas por que deixaram ele cair nesse lixo? Porque era barato. Porque ninguém se importa com o que acontece na sétima. E agora? Agora o nome dele tá na mídia. Mas daqui a 15 dias? Esquecido. Assim como os outros 47 que morreram no mesmo cenário nos últimos 10 anos.

Não é acidente. É genocídio silencioso.

Dárcy Oliveira

Dárcy Oliveira

Se vocês acham que isso é só um acidente, estão errados. Isso é sistema. A FA não faz inspeção nos campos amadores porque não quer saber. O clube não investe porque não tem dinheiro. O governo não põe lei porque não é rentável. E o garoto? Ele é só um número que caiu. Mas ele era filho. Era irmão. Era amigo. E agora tá morto por causa de uma parede que ninguém quis tirar.

Isso não é futebol. É crime.

Mara Pedroso

Mara Pedroso

Alguém já parou pra pensar que isso pode ser um teste? Tipo... uma operação secreta da FIFA pra ver se o povo reage? Porque se você olhar bem, isso aconteceu exatamente 3 meses antes da Copa do Mundo. E agora todos estão falando de segurança. Antes? Ninguém. Depois? Vai esquecer. Eles querem que a gente grite, mas não querem que a gente mude nada. É tudo teatro. O corpo dele foi só um palco pra uma campanha que vai durar até o próximo fim de semana.

Quem está por trás disso? Quem quer que a gente acredite que isso é um erro? Eu não acredito. E você?

Victor Degan

Victor Degan

Eu vi o Billy jogar uma vez, em um torneio de bairro em Londres. Ele corria como se tivesse um dragão atrás - e ainda sorria. Não era o melhor, mas era o que mais se importava. E agora? Agora ele tá morto porque alguém achou que uma parede de tijolo era 'estética'.

Isso não é futebol. Isso é uma piada trágica. E se ninguém fizer nada, amanhã vai ser outro garoto. E depois outro. E depois outro. Até que a gente acorde. E eu não quero acordar quando for tarde demais.

Se você tá lendo isso, compartilha. Grita. Exige. Não deixe o silêncio ser a última coisa que ele ouviu.

MARIA MORALES

MARIA MORALES

Interessante como a tragédia de um jogador de sétima divisão gera mais comoção do que a morte de 200 crianças por fome no nordeste. O esporte é a nova religião. E Billy virou mártir. Mas o sistema não muda. Porque o sacrifício precisa ser bonito, emocional, fotogênico. Se ele tivesse morrido em um acidente de carro, ninguém ligaria. Mas morrer no campo? Isso é narrativa. E narrativa vende. E ponto.

É triste. Mas é verdade.

Wagner Langer

Wagner Langer

...e se a parede não fosse só de tijolo? E se fosse uma armadilha? E se alguém tivesse colocado um sensor de pressão lá dentro, pra medir o impacto? E se isso tudo fosse um experimento para testar a resistência craniana de jovens atletas? Porque vocês acham que a FA deixa um campo assim? Porque é barato? Não. Porque querem dados. Eles querem saber: quantos segundos até a morte? Quantos graus de trauma antes da perda de consciência? E agora? Agora temos um caso real. Um corpo. Um nome. Um vídeo. E ninguém pergunta: quem mandou construir aquilo? Quem financiou? Quem recebeu os relatórios? Porque se alguém soubesse, teria impedido. Mas ninguém sabia... ou ninguém quis saber.

Eu não acredito em acidentes. Acredito em silêncios organizados.

Cleyton Keller

Cleyton Keller

É uma ironia existencial: o garoto saiu do Arsenal, onde tinha tudo - treinadores, estrutura, medicina de elite - e foi buscar liberdade no futebol amador. E foi lá que morreu. Porque a liberdade, nesse contexto, é só uma ilusão. A verdade é que o futebol não é um esporte. É uma máquina de exploração. E ele foi engolido pela engrenagem. Não por falta de talento. Mas por falta de proteção. A tragédia não é a morte. A tragédia é que ninguém se surpreendeu.

Ele não morreu por acidente. Morreu porque o sistema não o considerava digno de vida.

Luciana Silva do Prado

Luciana Silva do Prado

Claro que a imprensa vai fazer um memorial. Mas e daqui a 6 meses? Vão esquecer. E a parede? Vai continuar lá. O próximo garoto? Vai correr na mesma linha. E ninguém vai dizer nada. Porque o futebol amador é um cemitério disfarçado de sonho. E os que morrem? São apenas estatísticas que a gente chora por 24 horas. Depois? O jogo continua. Porque o show tem que ir adiante.

Isso não é esporte. É ritual de sacrifício.

Maria Eduarda

Maria Eduarda

acho q o campo deveria ter uma barreira de espuma msm... tipo q nem nos campos de futsal... mas tipo, se o clube n tem grana, pq a liga n ajuda? é tipo, o governo n põe lei? e o que o arsenal fez? nada? ele tava la em 2017 e ai? n fez nada? q pena... ele era bom msm

Fabrício Cavalcante Mota

Fabrício Cavalcante Mota

Se fosse um brasileiro, a gente já tava pedindo a cabeça do técnico, do presidente, do ministro do esporte, e ainda tava chamando de racismo. Mas um inglês? Ah, é só um acidente. Um cara que escolheu jogar na sétima divisão? Então tá. Morreu. Vai pro inferno. Nossa cultura é melhor. Nossa estrutura é melhor. Nossa gente não morre em campo. Porque aqui, se você não tem dinheiro, você não joga. E se você morre? Pois que. Nós não somos ingleses. Nós não temos parede de tijolo. Nós temos violência. E isso é mais ‘nacional’.

diana cunha

diana cunha

ele era do arsenal? mas como ele foi parar na sétima? não tinha lugar no sub-23? ou foi expulso? ou foi por causa de lesão anterior? alguém sabe? pq parece que ele tava no topo e de repente... caiu. e agora morreu. é estranho. muito estranho.

Paula Beatriz Pereira da Rosa

Paula Beatriz Pereira da Rosa

Que triste. Mas no fundo... quem se importa? Ele não era Neymar. Não era Haaland. Não era ninguém. Só mais um garoto que jogou num campo de merda e morreu. A gente chora por um dia. Depois volta a ver o jogo do Flamengo. E esquece. É assim que funciona. E não vai mudar. Porque ninguém quer mudar. Só quer ver o show.

Leandro Eduardo Moreira Junior

Leandro Eduardo Moreira Junior

Conforme o Artigo 12 da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, e o Artigo 6 do Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, o Estado tem a obrigação de garantir o direito à vida e à integridade física de todos os indivíduos, independentemente da categoria esportiva em que atuam. A ausência de normas de segurança em campos amadores, em território britânico, configura violação de direitos humanos fundamentais, especialmente quando há precedentes documentados de lesões anteriores, como relatado em 2021 pelo Conselho de Ética do Futebol da Inglaterra. A responsabilidade é coletiva: da FA, da liga, do clube, do treinador, do proprietário do terreno, e do órgão regulador municipal. A morte de Billy Vigar não é um acidente. É um delito de omissão. E deve ser tratada como tal, com processo judicial e sanções administrativas imediatas. O silêncio é conivência.

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